quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Entrevista: Kate Boy


O trio sueco Kate Boy surgiu há dois anos com a dançante “Northern Lights”, resultado de uma noite regada à bebidas com alguns amigos que acabaram de se conhecer. A produção sonora veio a seguir e logo a banda estava completa – sem saber que iriam formar uma banda. Kate Akhurst é a parte australiana do grupo, mas canta como uma sueca. Seus amigos Hampus Nordgren Hemlin e Markus Dextegen são responsáveis pela sonoridade, que nos encantou desde o início.

Depois de alguns singles lançados, o Kate Boy está definitivamente pronto para conquistar o mundo com o seu álbum de estreia, revelado com exclusividade para o PUTH, chamado ‘Human Equal Evolve One’. Em sua primeira entrevista para o Brasil, Kate fala sobre como a banda começou, suas inspirações e detalhes acerca do primeiro registro.

O Kate Boy surgiu sem muitas informações na internet, mas conquistou com a produção audiovisual de “Northern Lights”. Conta para nós, quando vocês decidiram fazer música?

Foi exatamente em outubro de 2011, conheci os meninos em uma noite através de um amigo em comum e decidimos escrever “Northern Lights” no mesmo dia. Sabíamos que tínhamos encontrado uma ligação especial entre nós. A partir daí, decidimos trabalhar juntos neste projeto.



A sonoridade das músicas passeia entre a música eletrônica e o pop. Quais são as inspirações da banda na hora de compor e produzir novas faixas?

É engraçado falar assim, mas tudo nos inspira a alguma coisa. Inspiração é essa coisa estanha, que pode surgir do que está acontecendo ao seu redor ou, simplesmente, surgir de dentro de você. Somos grandes amantes de cinema e artes visuais, acho que é sempre bom olhar para fora do reino da música a fim de encontrar novas inspirações. Outros sons também nos inspiram, assim descobrimos novas maneiras de fazer sons interessantes de forma pouco ortodoxa. Por exemplo, nós adoramos tentar fazer algum som metálico de madeira ou orgânico, ou vice-versa – criando algo inesperado a partir do material que estamos trabalhando.



E o que vem primeiro, a melodia ou a composição?

Normalmente começamos com algum tipo de som, linha de baixo, ou alguma coisa que estamos ouvindo ultimamente. A melodia é inspirada por isso e o resto da música é construído em torno desses elementos. Não escrevemos música no sentido tradicional da coisa, onde a melodia acontece com um piano ou guitarra, por exemplo.

Vocês disseram que o disco de estreia terá temas como humanidade, igualdade e evolução. Seguindo estas dicas, o que vocês querem transmitir às pessoas que vão ouvi-lo?

Basicamente é o que queremos apresentar em nosso primeiro disco. Queremos que isso toque o coração do ser humano e faça-o refletir sobre como podemos evoluir com igualdade e o sentimento de unidade. Temos a oportunidade de falar sobre isso através da música, por isso queremos que seja algo significativo e que esteja perto do seu coração. Assim podemos nos conectar com o nosso público e entre si.

O álbum foi gravado na lendária Rak Studios, onde artistas como New Order, The Cure e The Smiths gravaram grandes clássicos. Esta experiência contribuiu na criatividade da equipe? Como foi?

Definitivamente foi uma grande experiência para nós. Foi inspirador perceber que as paredes daquele apartamento testemunharam algumas coisas que nós ‘morreriamos para reviver’. Havia muita energia lá e foi realmente especial.

E o que vocês podem adiantar sobre o primeiro disco do Kate Boy?

O disco chama-se ‘Human Equal Evolve One’ e vamos lançar na primavera sueca (entre os meses de maio e julho).



Até lá, podemos esperar um novo single ou, quem sabe, um novo videoclipe?

Sim, definitivamente! Acabamos de voltar das gravações do novo videoclipe, que foi registrado no Norte da Suécia. Só tenho a dizer que novas músicas e novidades estão chegando muito em breve!

O show de vocês é insano e maravilhoso. Parece que existe uma conexão entre vocês e o público, que vibra a cada música. Qual foi o lugar que vocês mais gostaram de tocar até agora?

Costumamos dizer que o nosso último show é sempre o melhor. Todo show nos deixa com aquela sensação de perdura para o próximo. Cada apresentação é única e a conexão com o público é sempre mágica o tempo todo. Amamos voltar para uma cidade que já estivemos antes, mas também adoramos conhecer novos lugares. Quando você volta para uma cidade que já esteve antes, percebe que o público cresceu e que irá conhecer novas pessoas. É uma sensação maravilhosa.

Na nova turnê do Kate Boy, existe um espaço na agenda para visitar o Brasil?

Adoraríamos conhecer o Brasil! Seria uma experiência incrível. Nenhum de nós já foi ao Brasil antes e seria incrível absorver um pouco da cultura brasileira. É um sentimento tão bom estar em um lugar novo, especialmente se você está lá para conhecer seus novos fãs. Então, certamente, espero que isso aconteça o mais breve possível!

Assista aos videoclipes do Kate Boy:

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Tove Styrke: Borderline EP


Tove Styrke é mais uma comprovação da qualidade irresistível das produções suecas. A cantora, que saiu de um reality show para descobrir novos talentos, é uma das artistas recentes que se destacam com seu pop versátil e pegajoso. Para quem não se lembra, ela lançou o eletropop gritante “Even If I'm Loud It Doesn't Mean I'm Talking To You” no ano passado e, desde então, tem conquistado nossos ouvidos.

O novo EP, batizado de ‘Borderline’, chegou às lojas no ano passado e seria injusto não mencioná-lo aqui – afinal, é um dos releases que mais ouvimos nos últimos meses. A faixa título do registro não é a primeira por acaso: “Borderline” faz uma introdução luxuosa do universo sombrio e, ao mesmo tempo, curioso da cantora. Brincando de fazer rimas com um reggae-pop calibrado, a faixa mistura tudo aquilo que mais amamos no pop sueco: atitude, criatividade e aquele sentimento de ‘não estou nem aí para você’ na letra.



“Samurai Boy” não experimenta a mesma receita, mas leva o EP para outra atmosfera – onde você dirige sem destino madrugada adentro. Já em “Brag”, Tove Styrke abre o coração para falar de coisas que a deixa feliz, mas sem se gabar por aí. Este é um dos pontos altos do EP da artista. E, por último, soa debochada em “Walking a Line”, um pop grandioso capaz de fazer você se apaixonar.



O EP de Tove Styrke foi lançado no final do ano passado através da Sony Music. Você pode ouvir o registro na íntegra no player abaixo:

DENA: Another Love


A cantora búlgara Denitza Todorova, mais conhecida como DENA, que surgiu com o mega single “Cash, Diamond Rings, Swimming Pools” há dois anos, colocou à prova o seu álbum de estreia, ‘Flash’, entre os lançamentos do ano passado. O registro extraiu singles em potencial, como “Thin Rope” e “Bad Timing”, mas não foi suficiente para conquistar a atenção do mercado americano. Eis que a artista retorna com o single que promete dar uma nova direção à sua carreira.

“Another Love” foi produzida por Mocky, que trabalhou recentemente com Rae Morris, Kelela e Feist. Para seguir o novo caminho, DENA deixou de lado (por enquanto) as rimas carregadas de ostentação para falar de um novo amor. Combinando com a composição cativante, a canção é um synthpop carregado de batidas eletrônicas e um violão revigorante, servindo como trilha ideal para um pôr-do-sol inesquecível.

Ainda não sabemos se a música fará parte de um novo lançamento da artista neste ano, mas não seria nada ruim um EP cheio de faixas como esta, não é mesmo?

Vídeo | FKA twigs: Pendulum


A artista inglesa Tahliah Barnett, melhor conhecida pelo seu pseudônimo FKA twigs, continua a divulgação do elogiado e ‘um dos melhores álbuns de 2014’, seu ‘LP1’. Depois de encantar nossos ouvidos com os singles “Two Weeks” e “Video Girl”, chegou a hora de conferir a aguardada produção audiovisual para “Pendulum” – que, depois de uma prévia nas redes sociais, ficou em tratamento por muitos meses.

Dirigido por FKA twigs, o clipe traz a artista pendurada pelos seus próprios cabelos em uma espécie de prisão para falar de um amor não correspondido. “Como é a sensação de me ter pensando em você? Desejo que minhas palavras sejam produtos suficientes para consumi-lo”, canta sensualmente a artista. O álbum ‘LP1’ foi lançado no ano passado através da Young Turks.

Gia: Only A Girl / Hard Road


Pare o que estiver fazendo neste momento e ouça o que vamos apresentar nesta publicação. A cantora prodígio de apenas 18 anos, Gia, acaba de estacionar no mundo da música de maneira irresistível. Uma quase Lolita, dona de uma voz estonteante que, ora lembra uma Rihanna mais intimista, ora uma Lorde mais sensual. Antes que você perceba, a música desta americana estará grudada na cabeça.

O primeiro single chama-se “Only A Girl”, uma declaração de intenções que exprime um sonho inocente e lésbico. Produzido por Pablo Dylan, neto de ninguém menos que Bob Dylan, a faixa passeia entre um R&B sombrio e cheio de batidas pop que, certamente, entrará na sua lista de músicas favoritas de 2015. Além disso, a cantora pende para algumas rimas e versos de hip hop, demonstrando toda a sua versatilidade.



Já em “Hard Road”, o assunto é outro – mas não menos importante. Tratando os dilemas e crises da vida como trilha sonora, a canção poderia facilmente ser confundida como uma nova música da Banks ou Rihanna. O clima é denso, mas ainda com o pé no trap e no R&B. Certamente, uma das melhores músicas de 2015.



Assim como todo artista novo, as informações acerca do trabalho da cantora permanecem ocultas. O que sabemos é que Gia está em fase de preparação do seu EP de estreia, marcado para este ano.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Raury: Fly


No ano passado, o rapper prodígio Raury conquistou milhares de fãs após sua colaboração em músicas do SBTRKT, The Neighbourhood e Gucci Mane, além de lançar a maravilhosa mixtape ‘Indigo Child’ – que extraiu grandes canções como “God’s Whispers” e “Cigarette Song”. Em nova fase, o músico promete novidades e acaba de divulgar uma nova canção de retorno.

“Fly” é uma canção politicamente carregada de inspirações sobre a atual situação dos Estados Unidos. “A faixa carrega as cicatrizes, medos e pensamentos de um garoto de apenas 18 anos de idade”, revela o artista para o site da DIY Mag.

A canção traz o rapper entoando belos versos com um violão e uma base instrumental grandiosa de fundo – o que comprova sua versatilidade nos dias de hoje. O que podemos ouvir é, parecido, como uma continuação de um trabalho que vem desenvolvendo desde o ano passado. Os versos finais da canção estão na voz de Malik Shakur.

ENTREVISTA: SAVOIR ADORE


Saindo do Brooklyn para o mundo, o Savoir Adore mistura a fantasia com salpicadas pop inteligentes, capazes de fazer você viajar por um mundo desconhecido, mágico e surreal. Depois de oito anos de estrada, eles continuam extraindo muito mais deste universo místico para falar de coisas da nossa vida, como positividade, amor e natureza.

Em 2013, a banda lançou o álbum ‘Our Nature’, que vaga por um synthpop caprichoso e muito bem explorado. Além disso, a música “Dreams” se tornou o hino de uma geração voltada para a cultura dos games para, mais tarde, ser o carro-chefe de divulgação de toda a carreira. O Savoir Adore conquistou grandes festivais, programas de televisão e, certamente, um espaço no seu player.

O líder da banda, Paul Hammer, nos contou o segredo por trás das inspirações que norteiam as composições. Falou ainda sobre a saída de Deidre Muro, a nova formação da banda e o que anda ouvindo nos últimos meses. Esta entrevista foi viabilizada através da Deezer em parceria com o Pick Up The Headphones. Confira!

Do primeiro disco ao último, podemos perceber a experimentação de vários elementos de produção. Quando vocês decidem fazer um álbum, o que vem primeiro: a melodia ou a composição?

O nosso processo de composição muda frequentemente, mas geralmente, a maior parte da composição vem primeiro e, em seguida, a melodia. No entanto, algumas músicas, como por exemplo “Loveliest Creature”, a melodia e a letra do refrão vieram primeiro, antes da música ser escrita.



A grande sacada do álbum ‘Our Nature’ é a mistura de referências, que varia entre o inimaginável até a ousadia em experimentar novos sons. De onde surgiram as inspirações em torno da produção do disco?

A inspiração vem de muitos lugares... Eu sempre fui inspirado por uma variedade de estilos musicais e produções. Para nós é um desafio misturar sons selvagens com uma música pop. No disco, a inspiração surgiu de bandas como Cut Copy, Sigur Rós, Washed Out, Talking Head, Baths. Seguir nesta direção não foi uma decisão antecipada, nós deixamos o som fluir para sentir a magia acontecer e nos transportar. Foi assim que a sonoridade surgiu como queríamos.



“Dreamers” entrou para a trilha sonora do jogo Pro Evolution Soccer 2013. Depois disso, a banda conquistou milhares de pessoas que nem sequer os conheciam. Esta divulgação é importante para um artista novo?

Absolutamente. Para um artista novo ou independente, de qualquer forma, ter uma música na frente das pessoas é importante e, para nós, foi realmente bom. Depois disso, conquistamos 4 milhões de visualizações no Youtube em apenas um dia e ganhamos muitos fãs novos. Isso nos permitiu tocar em lugares maiores e para muitas pessoas que puderam ouvir outras músicas do disco.

Repetiriam a mesma estratégia futuramente?

Se possível, sim! Hahaha! Infelizmente não estamos totalmente no controle disso. Temos uma editora que lança as nossas músicas para jogos, se eles gostam, acabam usando como trilha sonora. Posicionamentos como esse sempre vão ajudar novas pessoas a ouvirem nossa música.

O próximo álbum do Savoir Adore promete muitas novidades para os fãs. Dentre elas, a nova formação da banda, que promete somar à sonoridade final do registro. O que podemos esperar nesta nova fase quanto ao processo de composição e produção das músicas?

Sim! A banda está evoluindo, mais uma vez, e de muitas maneiras. Começamos como uma experiências, mas sempre estivemos abertos a mudanças. Nos dois primeiros discos, eu toco praticamente tudo, mas agora o Ben (bateria), Alex (guitarra) e o Andrew (baixo) estão mais envolvidos no processo de composição e gravação, então eu acho que o próximo álbum do Savoir Adore vai soar novo, diferente e emocionante.

Além disso, no início do ano, Deidre decidiu se separar para focar em outros projetos. Então temos recebido colaborações de algumas cantoras de fora, além de ter os caras da banda que também cantam nas gravações. É uma grande mudança, mas muito emocionante. No geral, o registro está caminhando para uma sonoridade dançante, mas ainda selvagem com ambientes sonoros e muitas texturas.

Sobre as inspirações que norteiam o novo disco, o que vocês andam ouvindo ultimamente?

Ultimamente tenho escutado muito Vacationer, St. Lucia, RAC, Porter Robinson, Cut Copy, Blood Orange, Kindness... apenas para citar alguns :)

 Deezer

Ouça o álbum ‘Our Nature’ no aplicativo da Deezer abaixo: